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O que são TNC, MNC, CD34+ e CFU e porque é que devo olhar para estes parâmetros?

Todas estas medidas são contagens celulares e que são indicadores da quantidade de diferentes populações celulares que a sua amostra de sangue de cordão tem.

As células estaminais são células mononucleares (isto é, têm um núcleo). No entanto é muito difícil identificar células apenas através da observação através do microscópio. Existem outras células com núcleo no sangue de cordão umbilical como os glóbulos brancos. Para uma célula ser considerada “estaminal” tem de mostrar uma capacidade de proliferação e diferenciação.

 A ciência tem trabalhado durante anos para conseguir utilizar agentes com afinidade para as células estaminais com o objectivo de detectar a sua presença. O marcador de superfície para células do sangue (hematopoiéticas) é o CD34, uma proteína encontra na superfície das células. No entanto temos de mencionar que o número de células CD34+ não é uma medida precisa do número de células estaminais. A percentagem de CD34+ varia de laboratório para laboratório, corresponde a apenas 1-2% do total de células mononucleares e ainda existem outras células não estaminais que expressão também o marcador CD34.

O número total de células com núcleo (do inglês Total Nucleated Cells-TNC) é o teste mais realizado para medir a quantidade de células após o processamento do sangue de cordão. A grande vantagem deste teste está relacionada com a sua reprodutibilidade em vários laboratórios. Estas contagens podem ser realizadas de modo automático com recurso com, por exemplo, a um citómetro de fluxo.

O teste utilizado para confirmar que as células estaminais hematopoiéticas estão presentes e capazes de exercer o seu efeito terapêutico é o teste das Unidades Formadoras de Colónia (UFC). Os valores totais de células com núcleo não indicam qual o estado das células nem quantas células exactamente são capazes de reconstituir o sistema imunitário. No teste UFC uma pequena fração do sangue de cordão é descongelado e colocado em cultura para confirmar que as células estaminais são capazes de dividir e formar colónias. Antigamente este era um teste subjectivo, mas com a automatização e tecnologia hoje é possível contar as colónias e a forma delas através de imagem. O único problema deste método é o facto de durar vários dias até se obterem os resultados finais.