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Menino do Equador com paralisia cerebral apresenta melhorias após terapia com sangue de cordão umbilical

June 2016
El Universo

 

Após receber um transplante com células estaminais do sangue de cordão umbilical, Tomas superou quase na totalidade da sua paralisia cerebral espástica, que neste caso afetou as capacidades motoras de quatro membros. Neste caso, esta condição teve origem na ausência de oxigénio devido a um mau funcionamento da incubadora em que o bebé se encontrava após o seu nascimento prematuro.

Felizmente para os pais de Tomas, decidiram armazenar o sangue de cordão umbilical do seu filho na Biocells Discoveries, um banco de sangue de cordão do Equador  com a acreditação da AABB. “ Esta decisão foi crucial para a vida do meu filho” afirma a mãe.

Como tudo começou?

Durante o 5º mês de gravidez, a mãe de Tomas  foi diagnosticada com pré-eclampsia (hipertensão, edema, etc). Isto forçou-a a ficar em repouso absoluto durante o resto da gravidez. Na 31ª semana o batimento cardíaco do bebé começou a decrescer devido a uma contorção dupla no cordão umbilical. Nesta altura os médicos tiveram de desencadear um processo de maturação dos pulmões do bebé de modo a poderem realizar uma cesariana de emergência.

Após a extracção de Tomas os médicos verificaram que os pulmões não estavam desenvolvidos o suficiente pelo que este teve de ser colocado numa incubadora na unidade de cuidados intensivos neonatais. Nos dias que se seguiram ao parto, a incubadora à qual Tomas estava ligado apresentou uma anomalia, cortando o fornecimento de oxigénio. A falta de oxigénio causou a paralisia cerebral espástica ao Tomas.

O tratamento

Após a realização dos testes necessários ao sangue de cordão criopreservado, armazenado na Biocells Discoveries, com o objectivo de garantir que as células reuniam todas as condições para ser utilizadas, as mesmas foram enviadas para o Hospital da Universidade de Duke nos Estados Unidos.

Tomas foi inscrito no ensaio clínico para paralisia cerebral espástica liderado pela Dra. Joanne Kurtzberg, pioneira na transplantação de células estaminais do sangue de cordão umbilical. Tomas participou neste estudo durante um período de 3 anos. Alguns pacientes do estudo receberam as suas próprias células estaminais do sangue de cordão no início do mesmo ao passo que o grupo de controlo recebeu o mesmo transplante um ano depois. Durante este período de tempo todas as evoluções relevantes foram registadas.

Hoje Tomas tem uma qualidade de vida semelhante a outras crianças de 5 anos. Apesar do diagnóstico inicial, Tomas pode agora andar e jogar à bola. Fala também duas línguas e frequenta a escola. A sua Mãe ainda se recorda do tempo em que os médicos lhe disseram que o seu filho não seria capaz de andar ou falar. Os médicos disseram-lhe que o Tomas não seria capaz de realizar as atividades que hoje em dia fazem parte da sua realidade.

Esta recuperação notável deve-se em parte ao tratamento com células estaminais do sangue de cordão umbilical. Tomas começou a andar após a administração das células estaminais e continuou a melhorar com a ajuda adicional de fisioterapia e terapia ocupacional. O tratamento com células estaminais do sangue de cordão significou uma mudança radical na vida de Tomas, uma vida completamente nova.